nina dobrev + dresses
Andei por essas ruas mesmo com os pés cansados. Senti apenas os pingos de chuva que acariciavam a minha pele. A mochila nas costas parecia ter um peso diferente e exagerado. Por fim me dei conta que o peso não vinha dos meus ombros, doía no coração. Andei arrastado, olhei para o céu inúmeras vezes. Perdi a mim mesma entre as imensidões, entre os sentimentos. Andei entregue ao medo, fazendo todo o corpo tremer. Andei fitando o chão, encolhida. Esperando esbarrar no ombro de um desconhecido qualquer que me fizesse brotar um sorriso. Cansaço doído fora aquele que batera em minha porta esta manhã. Me deixou assim, encostando a cabeça pelos cantos, pedindo que me deixassem dormir por alguns segundos. O corpo inteiro dói. Mas o que me tortura de verdade é o desanimo. A ausência do gosto pela vida. Meu dia foi assim, sem gosto, sem cor. Cor mesmo só enxerguei no final da tarde enquanto caminhava. Fitei o céu que fora pintado de um azul apaixonante, enquanto chorava as minhas dores com seus pingos de chuva. Olhei o horizonte com olhos regados pela esperança. Fitei as cores belas. No final do meu mundo, havia cor escondendo as novas surpresas. Porque lá não chovia, havia apenas o sol se pondo, dando adeus carinhosamente ao dia que se encerrava. Havia tons pastéis em contraste com meu céu azul escuro. A beleza que encontrei hoje, encontrei no céu. Amanhã… Amanhã é um novo dia. Deixe-me dormir enquanto calo as dores. Quero mais sabores. Deitarei mesmo com o corpo doído, e em algum livro encontrarei o meu abrigo. Vou de encontro ao meu horizonte. Deixa amanhecer. Que os raios de sol me tragam os pincéis, e me entreguem novos tons vibrantes. (docesetembro)
Andei por essas ruas mesmo com os pés cansados. Senti apenas os pingos de chuva que acariciavam a minha pele. A mochila...